
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Ampulheta

Vincent e a clínica de olhos

domingo, 27 de fevereiro de 2011
Sobre encontros...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
A outra face da raiva

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Espera

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Tecer era tudo o que fazia...

Certo dia um grande amigo meu trouxe uma cópia desta história para mim. Não sabia de quem era pois também tinha recebido de alguém. Fui pesquisar e descobri que era da maravilhosa contadora de histórias, Marina Colasanti. Os contos tradicionais partem da oralidade dos povos transmitindo verdades profundas das diferentes culturas. Por vezes, contadores sensíveis conseguem captar estas verdades criando novas histórias que trazem em si um gosto de eternidade. Marina é uma destas e este conto, em especial, pode iluminar nossa jornada.
A Moça Tecelã
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Afrodite

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Bilhete de despedida
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Manual da Auto Atrapalhação
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Paciência
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Fragmento de um amor desperdiçado
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Lua cheia e o boi de Mia Couto

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Maya
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Hera uma vez

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Coisas a fazer antes de morrer
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Manual da Auto Atrapalhação
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Girassol

Houve um dia em que encontrei um girassol. Foi um encontro inesperado, eu buscava flores para trazer graça e beleza às mulheres que iriam atravessar aquele rio comigo.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Mais uma de amor...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Mushkil Gusha
Era uma vez, a menos de mil milhas daqui, um pobre lenhador viúvo, que vivia com sua pequena filha. Todos os dias costumava ir às montanhas cortar lenha, que levava para casa e atava em feixes. Depois da primeira refeição, caminhava até o povoado mais próximo, onde vendia a lenha e descansava um pouco antes de voltar para casa. Um dia, ao chegar em casa, já muito tarde, a menina lhe disse: Rapidamente, o lenhador e sua filha, com medo que alguém visse o tesouro que possuíam, cobriram as brilhantes luzes com todos os trapos que encontraram. Na manhã seguinte, ao destampar as pedras, descobriram que eram gemas luminosas e preciosas. No dia seguinte, pela manhã, a princesa voltou ao lugar onde se banhara e, quando ia entrar na água, viu, no fundo do regato, uma coisa que parecia ser seu colar. Porém, no momento em que ia pegá-lo, espirrou, jogou a cabeça para trás, e viu que o que tomara por seu colar era apenas o reflexo dele na água. O colar estava pendurado no galho de uma árvore, no mesmo lugar onde o tinha deixado há muito tempo. Emocionada, apanhou-o e foi correndo contar ao rei o acontecido. Este ordenou que o lenhador fosse posto em liberdade e que lhe pedissem desculpas em público. Tiraram a menina do orfanato e todos viveram felizes para sempre. |
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Fahima
Lembro-me da primeira vez que vi Regina Machado numa apresentação. Um espetáculo. Uma grande mestra de seu ofício. Narrou vários contos tradicionais e entre eles este que se tornou meu companheiro de muitas jornadas. Passei a contar de memória, meio que adaptando aqui e ali, até que o encontrei num antigo livro de Idries Shah em inglês. Fiz uma tradução introduzindo alguns elementos utilizados por Regina. Apresento-lhes a minha Fahima que "com as artes que só as mulheres têm" transformou mundos.
Fahima, a “Compreensiva”
Era uma vez, na cidade de Basra, uma jovem de extraordinária beleza e de
uma sabedoria ímpar. Sabia desvendar enigmas e resolver questões difíceis e
complicadas. Tinha igualmente o dom de penetrar profundamente na alma das
pessoas e compreendê-las a ponto de predizer exatamente aquilo que iriam fazer.
Seu nome era Fahima, a “Compreensiva”. Ela havia herdado uma grande fortuna,
e todos os jovens rapazes de sua cidade – bem como um grande número dos
velhos- gostariam de se casar com ela, boa parte pensando em desfrutar de sua
riqueza. Mulheres também buscavam sua amizade. Aqueles que não estavam
interessados em seu dinheiro eram curiosos a respeito da origem de tanta graça
e sabedoria; e Fahima se via sempre cercada por aduladores, pretendentes,
desocupados e pessoas que intentavam tirar algum proveiro dela.
A jovem passou a isolar-se e tornar difícil às pessoas ter acesso a ela. Certo dia,
quando estava no mais alto terraço de seu palácio, em silêncio contemplando os
últimos raios do Sol e o surgir da Lua,o príncipe de Basra que por ali passava a avistou
no exato instante em que a leve brisa lhe fez cair o véu. Ele se encantou com
tanta beleza e decidiu imediatamente desposá-la.
O príncipe acampou nas imediações do palácio de Fahima e levantou um cerco
ao seu redor. Cantou-lhe canções, fez demonstrações de luta, mostrava-se sempre
vestido com os mais esplêndidos trajes e lhe mandava poemas e declarações de
amor. Entre todas estas atividades ele achava tempo para caçar, praticar esgrima,
ir à cidade para inspecionar as últimas cargas que chegavam de terras distantes, e
se comportava exatamente como os príncipes de sua época.
Fahima, como sabemos, era sábia; e ela havia gostado do que vira e ouvira
do príncipe e o havia compreendido melhor do que ele mesmo poderia se
compreender.
Um dia,entretanto, ela saiu de seu palácio e se viu raptada e levada
ao castelo do príncipe; ela não se surpreendeu como alguns de nós teríamos nos
surpreendido. Quando ele a aprisionou numa masmorra sem nenhuma discussão
ela percebeu que o príncipe assim o fez porque tinha se convencido de que ela
não se casaria com ele se não mostrasse sua assertividade e força; porque como
vocês já devem ter percebido ele tinha o hábito de chegar a conclusões sobre
seus problemas sem suficiente reflexão.
Após alguns dias o príncipe foi até a cela onde aprisionara Fahima e lhe disse
através das grades:
“ Fahima, eu quero desposá-la. Sou rico, sou jovem, forte, belo e a tenho em
meu poder. Posso fazer o que bem quiser com você. Entretanto, eu só desejo
agradá-la e me tornar um marido interessado e devotado”.
A jovem lhe respondeu:
“ Nem por seu ouro, nem pelo mel;
não por persuasão, nem por coação;
não pela ira, nem pela presunção”.
Dia após dia o príncipe se dirigia à masmorra e uma conversa semelhante
acontecia. Ele desfiava todas as razões pelas quais qualquer mulher de juízo
aceitaria seu pedido, mas Fahima as rejeitava todas.
Finalmente outros assuntos começaram a ocupar-lhe a mente.
Depois de alguns meses decidiu viajar à Bagdá
e a novidade chegou aos ouvidos de Fahima pelas fofocas dos carcereiros.
Durante todo este tempo a jovem não ficara desocupada, mas lentamente havia
cavado um túnel e tinha os meios de escapar de sua prisão.
Tão logo o príncipe partiu, Fahima entrou em sua passagem secreta e se
encontrou em liberdade. Correu até seu palácio, equipou uma caravana com os
mais velozes cavalos de Basra e partiu imediatamente para a capital Bagdá,
chegando muito antes de noso indolente príncipe que se deteve várias vezes
pelo caminho divertindo-se em banquetes, caçadas outras coisas próprias dos
príncipes de seu tempo.
Quando ele enfim chegou à Bagdá visitou amigos, saiu a caçar com falcões e se
entreteve com toda a sorte de divertimentos comportando-se como os demais
príncipes faziam naqueles dias.
Certa tarde, passando por uma luxuosa mansão ele avistou uma bela jovem
olhando por uma janela. Disse consigo: “Esta adorável criatura é quase igual
a Fahima de Basra”. E ele acertou em cheio, pois era ninguém mais do que
a própria Fahima que, com as artes que só as mulheres têm com pós, henas,
cremes , perfumes e véus, se transformara numa outra mulher e se estabelecera
em Bagdá com o único propósito de se encontrar com o príncipe.
Este no mesmo instante fez-se apresentar à jovem e lhe disse: “Mulher, tu és a
mais bela que os meus olhos já contemplaram. Case-se comigo”.Ela aceitou e
eles se casaram. Fahima tornou-se uma princesa e deu à luz no devido tempo a
uma menina. O príncipe estava muito satisfeito.
Depois de um tempo, entretanto, ele decidiu sair a viajar novamente e partiu para
Trípoli. Fahima entristeceu-se profundamente, deixou sua filha com uma serva de
confiança e partiu também.
Chegou a Trípoli bem antes que seu marido, e imaginem, com as artes que só
as mulheres têm, se transformou numa outra mulher, alugou uma suntuosa casa
e esperou. O príncipe ao chegar a Trípoli passou a se divertir como antigamente
até que ao passar em frente a certa casa viu uma bela mulher contemplando o
crepúsculo. Fez-se introduzir à casa e ao se deparar com Fahima ( quem mais ?)
disse: “Mulher, tu és a mais bela que os meus olhos já viram. Case-se comigo.”
Mais uma vez se casaram. Ela teve mais um filho e nosso príncipe parecia muito
feliz.
Depois de alguns meses o desejo de aventuras cresceu novamente dentro do
peito do príncipe, ele embarcou num navio e partiu para Alexandria. Fahima mais
uma vez o seguiu, porém num navio mais rápido chegou antes e com as artes que
só as mulheres têm transformou-se ainda numa outra mulher. Ele lá chegando ,
um dia se deparou com aquela atraente mulher que passeava num jardim e lhe
disse: “Mulher, tu és a mais bela que os meus olhos ousaram contemplar. Case-se
comigo”. Casaram-se, mais uma criança nasceu e tudo parecia bem.
Após um ano ou dois, o príncipe começou a ficar inquieto, sentindo saudades de
sua terra natal. Partiu, então, de volta para Basra.
Fahima embarcou num navio veloz e alcançou
a cidade a tempo de estar novamente sentada em sua masmorra
no momento em que o príncipe chegou de viagem e foi imediatamente procurá-la.
Quando a viu , o príncipe começou, pela primeira vez, a sentir remorso e
vergonha. “Ah, Fahima!”, ele lhe disse, “eu ainda gostaria de me casar com você.
Eu te tratei muito mal deixando-a aqui encarcerada por tantos anos. Eu não sou o
mesmo homem que partiu. Sou ainda pior.Fiz coisas que não deveria ter feito. Não
sou digno de você e de fato, nem de outros dos quais você nada sabe”.
Fahima disse: “Você está pronto a me contar tudo o que aconteceu enquanto você
esteve fora?”
” Posso até contar”, disse o príncipe, “mas isto não fará nenhuma diferença. Sei
que você é sábia, mas mesmo assim não poderá pensar em algo para solucionar
meus problemas que criei por minha estupidez e falta de reflexão”.
Ela insistiu: “Se você me contar toda a história sem omitir um único detalhe eu
poderei sugerir algo”.
O príncipe então contou-lhe como ele havia encontrado e se casado com as belas
mulheres em Bagdá, Trípoli e Alexandria, como ele havia tido três lindos filhos e
abandonado todos e como gostaria de ter agido diferente.
“ Se não fosse por mim” , disse Fahima, “você teria feito estas coisas de forma
que não haveria volta. Se assim fôra, você não teria como ir além de sua própria
estupidez e outros teriam se ferido pelo seu egoísmo. Como de fato aconteceu, eu
tenho como reverter esta situação”.
“ O que está feito não pode ser desfeito”, disse o príncipe, “Quanto ao resto do
que você falou eu não consegui entender nada”.
“ Vá até à sala do trono”, disse Fahima, “e espere até que alguém seja anunciado
a sua presença. Alguém que você deve receber imediatamente”.
O príncipe fez exatamente o que ela pediu e depois de algum tempo Fahima
vestida ricamente e levando seus três filhos chegou aos portões do palácio e foi
introduzida à sala do trono.
Levou algum tempo para que o príncipe pudesse compreender que as QUATRO
mulheres eram de fato UMA e que as TRÊS crianças tinham UMA só mãe. Mas
quando ele percebeu o que Fahima havia feito apesar de tudo o que fizera com
ela , foi tomado por uma grande alegria e se tornou um novo homem.
Aquela foi uma família feliz.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
E se fez poesia...
Além de mim várias pessoas haviam se disposto à aventura. Éramos por volta de trinta curiosos e ansiosos pela presença da mestra.
Ela chegou, carregada de livros e beleza. Auxiliada por duas fiéis escudeiras propôs que cada um escolhesse o poema que mais lhe tocasse nos livros que trouxera. Eram muitos: Drumond, Adélia, Pessoa e por aí vai... Depois de escolher deveríamos ler em voz alta. De forma alguma declamar como nas antigas fórmulas. Dizer como se conversássemos ao pé de um ouvido amigo, naturalmente, com a emoção contida na palavra mas sem afetação.
Neste instante instarou-se a magia: ouvir trinta poemas, entremeados de outros tantos que Elisa, Geovana e Emilene nos presenteavam, criou uma atmosfera encantada em que cada som parecia carregado de pleno sentido.
Minha alma sorvia ,sedenta, cada verso, cada estrofe. Uns eram sóbrios, outros divertidos e surpreendentes. Desvelavam mistérios do amor e desamor, da vida e da morte.
Ao acabar a aula, saindo à rua, meus olhos pareciam ver tudo poeticamente. As árvores, pássaros, Lua e até mesmo carros surgiam com uma nova luz. Estava em êxtase. Lembro-me de pensar que poderia viver assim para sempre. Sem de nada mais precisar. Repleta. Resplandescente como tendo contemplado a face de Deus.
Como tudo que começa, um dia o curso chegou ao fim, celebrado com uma grande apresentação.
Depois de repetirmos infinitamente nossos poemas eles se manifestaram íntimos de cada um de nós.
Desde então meu Caieiro me acompanha e meus olhos nunca mais voltaram ao normal.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Identidade
sábado, 5 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Coraline

Qualquer bruxa de respeito sabe que pra ser bruxa mesmo faz-se imprescindível ter gatos. Eles são a manifestação animal do poder de transitar entre os mundos sem se assustar por pouca coisa.
Desde muito pequena pressentia este fato e minha história é sempre entrelaçada à de uma profusão de felinos. Hoje, porém, é dia de celebrar aquela que veio pra inequivocamente reforçar minha identidade bruxística.
Coraline, panterinha negra que surgiu do nada. Vem de outra dimensão não captada por ultrassom comum. Não era esperada e nasceu já meio acelerada. Adora "causar", provocar, aprontar... Passarinhos tremei!!! Esta é caçadora, fêmea felina que salta e alcança os desavisados voadores.
Expulsou a branca Galadriel do trono e fez-se senhora do castelo.
No mundo por trás de seus eternos olhos verdes os humanos foram criados para amar, cuidar, mimar e alimentar os gatos. Especialmente os pretos...
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
A Dona Ana Amélia
A criança devolveu-lhe as ganas de viver e seus olhos que tantas eras contemplaram lhe mostraram imensidões verdes que um dia iriam compor seus sonhos. Era forte e terna. Terra cabocla e sinhazinha esquecida.Ensinou a menina a ler, abrindo um universo de possibilidades, ensinou-lhe a escrever, a matematicar.
Curiosa que era, tinha explicações conclusivas para tudo: céu, inferno, vida, morte. Ambígua,relanceava benzeduras de seu passado de parteira, meio que escondida de si mesma,ainda que guardiã dos valores religiosos pendia para um dogmatismo autoritário. A alma, porém, era desobediente por natureza, desde que menina apanhara uma surra daquelas do pai para poder ter o direito de estudar como seus irmãos.
Amava a generosidade e praticava a gentileza. A menina encantada cresceu, muitas vezes aterrorizada pelo lobo mau que lhe tiraria seu porto seguro. Ele não conseguiu chegar à floresta e a velha cumpriu sua jornada. Quando seu Mestre veio buscá-la a criança já havia se tornado mulher e mãe. Aprendera a cuidar, a amar, a agradecer e a continuar...